A degradação dos oceanos não é apenas uma crise ecológica, mas também cultural: à medida que estoques pesqueiros colapsam e ecossistemas costeiros se exaurem, modos de vida tradicionais, memórias coletivas e patrimônios submersos também desaparecem. No caso brasileiro, a pesca predatória ao longo das últimas seis décadas esvaziou a costa de peixes e forçou comunidades a pescar mais para obter menos, pressionando tanto a biodiversidade quanto a continuidade da pesca artesanal.
Este artigo discute como a cultura – entendida como práticas, saberes, patrimônios e expressões simbólicas – é um eixo estruturante para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS 14), “conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável”. Ao analisar exemplos de comunidades pesqueiras, projetos culturais e instrumentos internacionais, argumenta-se que valorizar a cultura da vela e da pesca artesanal, os patrimônios marinhos (visíveis e submersos) e as formas locais de relação com o mar fortalece tanto a conservação quanto a justiça socioambiental.
1. ODS 14 e a centralidade da pesca artesanal
O ODS 14 propõe “conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável”, reconhecendo o papel dos ecossistemas marinhos saudáveis para o bem-estar humano. Entre suas metas, duas são particularmente relevantes para a pesca artesanal e sua cultura: 14.4 e 14.b.
A meta 14.4 determina que os países devem, até 2020, “regular efetivamente a coleta, acabar com a sobrepesca, a pesca ilegal, não reportada e não regulamentada e as práticas de pesca destrutivas, e implementar planos de gestão com base científica para restaurar populações de peixes […] a níveis que possam produzir rendimento máximo sustentável”. Já a meta 14.b estabelece a necessidade de “proporcionar o acesso dos pescadores artesanais de pequena escala aos recursos marinhos e mercados”, reconhecendo a vulnerabilidade desses grupos frente à competição com frotas industriais e à marginalização em políticas públicas.
No Brasil, pesquisa recente sobre a pesca em recifes entre 1950 e 2015 mostra que a pesca predatória foi um dos principais motores da queda no volume de pescado, com forte impacto no Norte, Nordeste e Sudeste, especialmente onde embarcações industriais passaram a operar próximo de áreas tradicionalmente reservadas à pesca artesanal. Os autores evidenciam a captura crescente de espécies menores e de níveis tróficos inferiores, indicando uma exploração quase total da teia alimentar recifal e o risco de colapso dos sistemas marinhos, com impactos diretos sobre comunidades pesqueiras e atividades como o turismo.
Esse quadro reforça que a proteção da pesca artesanal não é apenas uma questão social; é também uma estratégia ambiental, pois, quando ancoradas em regras costumeiras, calendários ecológicos e normas comunitárias, essas práticas tendem a ser mais seletivas e a respeitar períodos de defeso e limites espaciais. Assim, garantir acesso a recursos e mercados para pescadores artesanais, como propõe a meta 14.b, implica reconhecer seus saberes, valores e identidades como parte da governança dos oceanos.
2. Cultura da vela em Cabedelo: patrimônio tangível e intangível ligado ao mar
A exposição “Cultura das velas em Cabedelo”, do Museu Marítimo EXEA, aborda a tradição da navegação à vela no bairro de Jardim Manguinhos, na foz do Rio Paraíba do Norte, destacando sua importância para a manutenção da cultura material e imaterial da cidade. Nessa narrativa, o pescador artesanal e outros agentes sociais aparecem como protagonistas de uma identidade cabedelense historicamente invisibilizada nas narrativas oficiais, apesar de sua presença central na economia e na cultura locais.
O texto curatorial alerta para o risco crescente de perda de técnicas, ofícios e tradições associadas à vela em pequenas embarcações, que vêm sendo substituídas por motores de rabeta e tecnologias mais intensivas. A vela – enquanto artefato, técnica de navegação e símbolo – é tratada como patrimônio cultural, pois agrega dimensões tangíveis (embarcações, velas, ferramentas, oficinas) e intangíveis (saberes de construção, memórias, expressões orais, formas de ler ventos e marés). Ao registrar esse conhecimento em instituições museológicas, a exposição contribui para o resguardo de uma cultura que perpassa a paisagem, os modos de trabalho e os imaginários locais.
Essa cultura da vela dialoga diretamente com o ODS 14: ela se ancora em formas de pesca de baixa escala, que tendem a ser menos predatórias, e se articula com uma ética de relação com o mar baseada em observação, respeito a ciclos naturais e uso moderado dos recursos. A valorização de regatas de caícos, corridas e festivais náuticos tradicionais, por exemplo, mantém vivo um repertório de práticas que poderia ser eclipsado por modelos industrializados de pesca e turismo costeiro.
3. Cultura como dimensão da saúde e sustentabilidade marinhas
A literatura internacional sobre cultura e oceanos chama atenção para o caráter profundamente cultural do próprio Oceano para muitas sociedades costeiras e insulares. No contexto do Pacífico, o oceano é descrito como um “espaço cultural vivo e respirante” que dá sentido às comunidades que habitam suas ilhas, constituindo base fundamental de identidade, valores, conhecimentos e práticas que sustentaram essas populações por milênios. Nessa perspectiva, cultura não é algo separado da gestão de recursos marinhos; ao contrário, é um elemento cotidiano na forma como comunidades regulam acessos, estabelecem regras e interpretam sinais ambientais.
Apesar disso, tais dimensões culturais raramente aparecem de forma robusta em políticas internacionais e nacionais sobre o oceano, que tendem a privilegiar métricas biofísicas e econômicas. A IUCN destaca que, embora o ODS 14 mencione a conservação e o uso sustentável dos oceanos, o texto não explicita a cultura, o que levou a iniciativas como o “Ocean Declaration of Maupiti” e a elaboração de documentos de política que propõem caminhos concretos para integrar cultura e conhecimento tradicional à governança marinha.
Para avançar nessa agenda, a autora do artigo da IUCN defende que é preciso trazer à tona interações culturais profundas entre pessoas e ambiente marinho, presentes em genealogias, histórias, topônimos, expressões culturais, sistemas filosóficos e éticos, reconhecendo esses conteúdos como conhecimento válido para o manejo de recursos, ao lado da ciência pesqueira ou da tecnologia marinha. Isso implica reunir especialistas culturais, acadêmicos, tomadores de decisão e detentores de saberes tradicionais para desenvolver abordagens que respeitem a custódia desses conhecimentos, ao mesmo tempo em que permitem que políticas públicas se beneficiem deles em prol da sustentabilidade dos oceanos.
4. Regatas tradicionais: memória marítima e educação sensível ao mar
No litoral brasileiro, regatas tradicionais de embarcações a vela constituem momentos de celebração, competição e transmissão de saberes que ligam diretamente comunidades costeiras ao mar. Vídeos sobre regatas em diferentes regiões do país – como os disponíveis em plataformas abertas de vídeo – apresentam depoimentos de pescadores, artesãos e jovens velejadores que narram histórias de família, aprendizagens sobre ventos e correntes, e o orgulho de manter viva uma tradição num cenário de mudanças tecnológicas e pressões econômicas.
As legendas e narrativas desses materiais audiovisuais costumam sublinhar que a regata não é apenas um evento esportivo, mas também uma forma de fortalecer vínculos comunitários, fomentar o turismo cultural e educar o público mais amplo sobre outra maneira de se relacionar com o mar, menos associada à exploração predatória e mais ligada à admiração, ao cuidado e ao uso sustentável. Ao convidar o público a assistir a esses vídeos, abre-se uma porta para que pessoas urbanas ou distantes da realidade pesqueira possam perceber a densidade cultural de práticas como a construção artesanal de barcos, a preparação das velas e os rituais que envolvem a partida e a chegada das embarcações.
Nesse sentido, as regatas funcionam como dispositivos pedagógicos de alta potência: ao conjugar emoção, estética e narrativa, contribuem para formar sensibilidades favoráveis à conservação marinha, em linha com a ideia de que artes e culturas são veículos capazes de comunicar concepções múltiplas do mar e estratégias de resiliência a públicos amplos, incluindo formuladores de políticas. Ao valorizar essas manifestações, projetos culturais podem reforçar o reconhecimento dos pescadores artesanais como guardiões de patrimônios vivos, ao invés de tratá-los apenas como mão de obra de uma cadeia produtiva.
5. Projetos culturais, impacto social e indicadores ligados à vida marinha
Experiências internacionais reforçam que arte e cultura podem ser ferramentas de impacto social e de fortalecimento da governança dos oceanos. O programa “Ocean Culture”, do One Ocean Hub, parte do entendimento de que relações humanas com o oceano são informadas por visões de mundo, valores e sistemas de conhecimento diversos, e que uma apreciação verdadeiramente holística do mar é crucial para que pessoas e planeta prosperem. Projetos culturais podem, portanto, explicitar sua contribuição para o ODS 14 por meio de indicadores que combinem dimensões ambientais e culturais, à semelhança de iniciativas que relacionam cultura a outros ODS.
5.1 Conscientização e letramento oceânico
Indicadores possíveis incluem: número de pessoas participantes em ações formativas (oficinas, rodas de conversa, exibições audiovisuais, visitas mediadas) sobre oceanos, pesca artesanal, poluição marinha e patrimônio submerso; percentual de participantes que demonstram aumento de conhecimento em avaliações pré e pós-atividade; número de escolas, pontos de cultura, associações de pescadores e outros equipamentos envolvidos em ações de educação para o desenvolvimento sustentável com foco em vida marinha; e alcance de campanhas de comunicação (visualizações de vídeos, engajamento em redes sociais, distribuição de materiais educativos) sobre conservação marinha e valorização de modos de vida costeiros.
5.2 Fortalecimento de eventos e práticas culturais ligadas ao mar
Projetos podem monitorar o número de edições de eventos culturais ligados ao mar (regatas tradicionais, festivais de vela, festas de comunidades pesqueiras, mostras audiovisuais sobre o oceano) apoiadas ou criadas; a participação de mestres de saberes, pescadores, artesãos e outros detentores de patrimônio imaterial em programações culturais; a variedade de manifestações culturais incorporadas (música, dança, culinária, artes visuais, narrativas orais, artes náuticas); e a percepção de fortalecimento da autoestima e do sentimento de pertencimento das comunidades litorâneas, aferida por entrevistas, questionários ou grupos focais.
5.3 Pesca artesanal e práticas sustentáveis
No eixo da pesca, é possível acompanhar o número de pescadores artesanais envolvidos diretamente em ações do projeto; a quantidade de encontros que abordam práticas sustentáveis de pesca, regras comunitárias e uso de artes seletivas; evidências qualitativas de mudanças de práticas (adoção ou retomada de técnicas menos predatórias, como a vela em vez de motores, substituição de redes de malha fina, engajamento em campanhas contra pesca ilegal); e a participação de representantes de comunidades pesqueiras em processos de governança, como conselhos de unidades de conservação marinha e fóruns de economia azul.
5.4 Poluição e qualidade ambiental associadas a ações culturais
Projetos que articulam cultura e meio ambiente podem medir o número de mutirões de limpeza de praias, manguezais e áreas costeiras realizados em conexão com eventos culturais; o volume estimado de resíduos coletados e sua composição, especialmente plásticos; a integração desses resultados com indicadores locais de poluição marinha; e a produção de obras artísticas (instalações, esculturas, exposições fotográficas, filmes) que abordem visualmente a poluição e suas consequências, bem como o alcance de público dessas produções.
5.5 Patrimônio cultural submerso e memória marinha
No campo do patrimônio, indicadores podem incluir o número de atividades educativas que abordam o patrimônio cultural subaquático e a Convenção da UNESCO; a produção de materiais de memória (publicações, podcasts, exposições, mapeamentos participativos) que registrem histórias de vida ligadas ao mar e práticas de construção de embarcações; a participação comunitária na identificação e interpretação de patrimônios submersos e costeiros; e a incorporação de conteúdos sobre patrimônio submerso em roteiros de turismo cultural, visitas guiadas e programas educativos de museus.
5.6 Governança cultural e oceânica
Por fim, pode-se acompanhar a existência de parcerias entre coletivos culturais, organizações de conservação marinha, universidades e órgãos públicos; a inclusão de referências a saberes tradicionais e valores locais em documentos de planejamento; o número de agentes culturais formados em temas de cultura oceânica, ODS 14 e governança marinha; e a criação ou fortalecimento de redes e fóruns permanentes que articulem cultura, comunidades costeiras e políticas de conservação marinha.
6. Patrimônio cultural submerso e governança dos oceanos
A dimensão cultural dos oceanos não se limita ao que é visível nas praias ou portos, estendendo-se ao vasto patrimônio cultural submerso: naufrágios, vestígios de portos antigos, embarcações afundadas e outros bens arqueológicos que testemunham histórias de navegação, comércio, migrações e conflitos. Para proteger esse acervo, a UNESCO adotou, em 2001, a Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático, que entrou em vigor em 2009 e estabelece princípios e regras para as atividades dirigidas a esse tipo de patrimônio.
Entre esses princípios, destacam-se a exigência de evitar perturbações desnecessárias de restos humanos ou sítios venerados, a necessidade de regulamentar estritamente as atividades para assegurar o registro adequado de informações culturais, históricas e arqueológicas, e o compromisso de promover o acesso público ao patrimônio submerso in situ, sempre que compatível com sua proteção e manejo. Tais diretrizes reforçam que a exploração do fundo do mar – seja para mineração, pesca de arrasto ou turismo predatório – não ameaça apenas ecossistemas, mas também arquivos materiais da memória humana.
A proteção do patrimônio submerso amplia a compreensão do ODS 14 ao evidenciar que conservar oceanos e mares envolve tanto biodiversidade quanto história e memória. Ao articular políticas de conservação ecológica e salvaguarda patrimonial, abre-se espaço para práticas de turismo cultural subaquático responsável, programas educativos e pesquisas que conectam a sociedade com as camadas profundas de sua própria relação com o mar.
7.Cultura, governança oceânica e formação
A integração de cultura e patrimônio na governança dos oceanos tem sido tema de iniciativas educacionais específicas, como o percurso formativo “Cultural heritage and ocean governance”, oferecido pela plataforma One Ocean Learn. Esse percurso apresenta conceitos de cultura, patrimônio e história no contexto marinho, enfatizando que esses elementos incluem não apenas territórios físicos, mas também conhecimentos históricos, formas de gestão e histórias políticas que envolvem dimensões tangíveis e intangíveis da interação humana com o ambiente marinho.
O material destaca que saberes indígenas e locais e o patrimônio cultural, sobretudo o imaterial, são frequentemente sub-representados em processos de governança oceânica, como Planejamento Espacial Marinho e criação de Áreas Marinhas Protegidas, o que reforça desigualdades e práticas insustentáveis. Ao final da trilha, espera-se que o participante compreenda melhor o papel da cultura e da herança no contexto dos oceanos, reconheça como a marginalização dessas dimensões contribui para injustiças e seja capaz de discutir caminhos para integrar valores culturais e histórias locais em decisões sobre desenvolvimento sustentável no ambiente marinho, como políticas de economia azul e planejamento espacial.
A experiência sugere que a formação de gestores, educadores e lideranças comunitárias deve incluir competências para dialogar com artistas, detentores de saberes tradicionais e pesquisadores das humanidades, e não apenas com especialistas em biologia marinha ou economia. Ao incorporar essas visões, a governança oceânica torna-se mais sensível à diversidade cultural, mais justa e potencialmente mais eficaz em promover práticas de conservação arraigadas em valores compartilhados.
8. Conexão com a natureza e costumes de preservação
Diversas das experiências e documentos analisados convergem para a ideia de que vínculos emocionais e espirituais com o oceano são motores importantes de práticas de preservação. No caso do Pacífico, declarações como a de Maupiti afirmam que há “ligações sagradas e intrínsecas com terra, céu e oceano” que compõem uma base espiritual de existência, nas quais o oceano é identidade, modo de vida, valores e conhecimentos que sustentaram comunidades por milênios. Essa visão ecoa, em outros contextos, a percepção de pescadores artesanais brasileiros que relatam ter passado a vida inteira acompanhando mudanças na abundância de peixes e que hoje se engajam em projetos de educação ambiental para garantir a continuidade de suas profissões e territórios.
Projetos como o One Ocean Hub argumentam que reconhecer heranças culturais e vínculos afetivos com o mar é condição para decisões mais informadas e equitativas sobre desenvolvimento sustentável em ambientes oceânicos, incluindo políticas de economia azul e planejamento espacial marinho. Ao mesmo tempo, experiências como as da R3 Animal, das regatas tradicionais e da cultura das velas em Cabedelo mostram que, quando comunidades têm seus saberes e modos de vida valorizados, tendem a se engajar de forma mais ativa na proteção da biodiversidade, seja por meio de regras comunitárias de pesca, respeito a períodos de defeso ou participação em fóruns de gestão compartilhada.
Assim, a cultura – como patrimônio tangível e intangível, como modo de vida e como prática criativa – não é apenas um adorno da política ambiental, mas um componente estruturante da transição rumo a mares mais saudáveis. Ao colocar a vida cultural ligada ao mar no centro das estratégias para o ODS 14, torna-se possível enfrentar simultaneamente a pesca predatória, a invisibilização de povos do mar e o risco de perder patrimônios submersos e costeiros que contam a história de nossas relações com o oceano.
Tabela-resumo de indicadores para projetos culturais ligados ao ODS 14
|
Objetivo do projeto |
Tipo de indicador |
Exemplo de indicador |
| Aumentar a conscientização e o letramento oceânico | Quantitativo de participação | Número de participantes em oficinas, rodas de conversa e exibições sobre oceanos e pesca artesanal. |
| Qualitativo de aprendizagem | Percentual de participantes com aumento de conhecimento em testes pré e pós-atividade sobre ODS 14 e poluição. | |
| Fortalecer eventos e práticas culturais ligadas ao mar | Continuidade e alcance de eventos | Número de edições de regatas tradicionais, festivais de vela e festas de comunidades pesqueiras apoiadas. |
| Valorização de mestres e saberes | Número de mestres, pescadores e artesãos convidados como formadores, palestrantes ou artistas. | |
| Apoiar a pesca artesanal e práticas sustentáveis | Envolvimento de comunidades pesqueiras | Número de pescadores artesanais envolvidos diretamente em ações do projeto. |
| Mudança de práticas | Evidências de adoção de técnicas menos predatórias (uso de vela, redes mais seletivas, combate à pesca ilegal). | |
| Reduzir a poluição e promover qualidade ambiental | Limpeza e monitoramento | Número de mutirões de limpeza realizados e volume estimado de resíduos coletados em praias e manguezais. |
| Produção artística sobre poluição | Quantidade de obras e ações culturais que abordam poluição marinha e seu alcance de público. | |
| Valorizar patrimônio cultural submerso e memória marinha | Educação patrimonial | Número de atividades educativas sobre patrimônio subaquático e Convenção da UNESCO realizadas. |
| Registro e difusão de memórias | Quantidade de produtos de memória (publicações, podcasts, exposições, mapeamentos participativos) produzidos. | |
| Integrar cultura à governança oceânica | Parcerias e redes | Número de parcerias entre coletivos culturais, organizações ambientais, universidades e órgãos públicos. |
| Formação para governança | Número de agentes culturais formados em cultura oceânica, ODS 14 e governança marinha. |
Referências e aprofundamento
BRASIL. Organização das Nações Unidas no Brasil. Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 – Vida na água. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/14. Acesso em: 16 mar. 2026.
FERNANDES, Ocione. Cultura das velas em Cabedelo – Introdução. Museu Marítimo EXEA / Google Arts & Culture. Disponível em: https://artsandculture.google.com/story/cultura-das-velas-em-cabedelo-introdução/EgXBy96WV1P7Tw. Acesso em: 16 mar. 2026.
HUFFER, Elise. Raising and integrating the cultural values of the Ocean. IUCN – Commission on Environmental, Economic and Social Policy, 2017. Disponível em: https://www.iucn.org/news/commission-environmental-economic-and-social-policy/201710/raising-and-integrating-cultural-values-ocean. Acesso em: 16 mar. 2026.
MONGABAY BRASIL. Como a pesca predatória esvaziou a costa brasileira de peixes nas últimas seis décadas. 2024. Disponível em: https://brasil.mongabay.com/2024/04/como-a-pesca-predatoria-esvaziou-a-costa-brasileira-de-peixes-nas-ultimas-seis-decadas/. Acesso em: 16 mar. 2026.
ONE OCEAN HUB. Ocean Culture. Disponível em: https://oneoceanhub.org/ocean-culture/. Acesso em: 16 mar. 2026.
ONE OCEAN LEARN. Cultural heritage and ocean governance. Disponível em: https://www.oneoceanlearn.org/learning-pathways/cultural-heritage-and-ocean-governance/. Acesso em: 16 mar. 2026.
R3 ANIMAL. R3 Animal: desde 2000 na corrida para a preservação da vida marinha. Disponível em: https://galapagosoutdoor.com.br/blogs/news/r3-animal-desde-2000-na-corrida-para-a-preservacao-da-vida-marinha. Acesso em: 16 mar. 2026.
UNESCO. Convention on the Protection of the Underwater Cultural Heritage. Disponível em: https://www.unesco.org/en/legal-affairs/convention-protection-underwater-cultural-heritage. Acesso em: 16 mar. 2026.
(Vídeos de regatas tradicionais no litoral brasileiro em plataformas de compartilhamento de vídeo, com legendas em português. Recomenda-se ao leitor assistir aos materiais audiovisuais para complementar a compreensão sobre a dimensão cultural das regatas e da navegação à vela.)
#SAL (Youtube) – https://www.youtube.com/watch?v=5J0MmRudltA e https://www.youtube.com/watch?v=auCcosqzl50 –









